quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Uma eterna estudante...



Curti minha infância dos 0 aos 3 anos de idade ao lado da família em casa. Dos 4 aos 5 anos comecei a ser alfabetizada e estudar Ballet. Dos 6 aos 13 anos fiz o Ensino Fundamental, Natação, Volêi, Ballet, Jazz, Coral e Teatro da escola. Dos 14 aos 16 anos fiz o Ensino Médio, curso Pré-Vestibular, estudei Gnose, Wicca, Magia e Ocultismo e comecei a praticar Danças Circulares Sagradas. Dos 17 aos 18 anos fiz o Curso Técnico de Secretariado Executivo na Escola Técnica e Comercial da UFRGS, entrei para Licenciatura em Ciências Sociais da UFRGS e comecei a estudar Danças Orientais. Aos 20 anos eu já tinha terminado minha primeira graduação e comecei a praticar e estudar Yoga. Fiz uma Especialização em Estudos Culturais no PPGEdu/UFRGS e aos 22 anos iniciei minha segunda graduação, Bacharelado em Ciências Sociais. Aos 24 anos iniciei meu trabalho de Campo junto aos Guarani no Mercosul. Aos 26 anos tinha duas diplomações e resolvi investir numa Pós-Graduação. Entrei para Centro de Estudos e Pesquisa sobre a América Comparada da UnB e o Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UnB em Brasília. Aos 29 anos me tornei Especialista em Antropologia Social com ênfase em Etnologia Indígena e aos 30 anos comecei a atuar como consultora em Antropologia e Etnologia para empresas privadas, OnG’s e Governo Federal. Aos 33 anos comecei a fazer cursos profissionais de Teatro, Circo, Ballet Clássico, Jazz, Dança Moderna, Contemporânea, Flamenco, Dança Africana, Hip Hop (para o Tribal Fusion)... Aos 34 anos comecei a fazer uma Pós-Graduação em Dança na PUC/RS e estou prestes a virar Mestre em Antropologia Social pela UnB. Este ano quero ingressar no doutorado.. Hora de parar? Ainda não..


terça-feira, 1 de maio de 2012

Yoga e Dança

Yoga, sendo a raiz de toda a arte, é complementar e suplementar para dança. A prática de Yoga desenvolve uma mente afiada, uma visão alerta, membros proporcionais, boas características gerais e boa voz. Traz agilidade, rapidez e elegância nos movimentos, repouso e reflexão. Yoga é uma expressão subjetiva de um sentimento experimentado. Dança é a expressão artística das emoções, gestos e comportamento de um yogi experiente. Yoga é ação. Externamente, é estática, mas dinâmica para dentro, enquanto a dança é movimento e dinâmica para fora. Yoga é a beleza em ação e a dança é a beleza em movimento.


Yoga têm três tipos de movimentos: tivra (intensa), madhyama (médio) e mrdu (suave). Assim, também, na dança há Tandava (vigorosa), Lasya (suave e lento) com abhinaya (gesto, ação ou expressão emocional), bhava (disposição e sentimento), e rasa (a sensação ou sentimento que prevalece em um gosto ou um personagem). Como o Yoga possui enumeráveis asanas, então há karana na dança, que nada mais são que yoga asanas. Yoga olha para o destituído de forma de atributos ou qualidades (nirgunabrahama). Dança olha para ele com forma e atributos (sagunabrahma).


Yoga é o caminho da involução e da renúncia - nivrtti marga - Considerando que a dança é o caminho da evolução e aceitação de toda a criação – pravrtti marga. No entanto, os caminhos do karma, bhakti e jnana são misturados belamente em ambas as artes. Para um yogi é importante tratar o corpo como templo da alma e cada movimento, como o mantra ou o japa. Cada ajuste é o artha ou o significado do movimento e cada experiência é bhavana ou sentimento. Assim também na dança. Yoga desenvolve um belo corpo, traz um sorriso no rosto, uma voz doce, olhos claros, mente limpa, as pernas firmes e saúde em abundância. Dançarinos precisam de tudo isso para usar a boca para a música, as mãos para transmitir um significado, olhos para expressar sentimentos e os pés para a firmeza e ritmo. Então, o Yoga é uma grande ajuda para a dança.


Yoga é uma apresentação subjetiva exibindo gesto, posição e expressão no asana, pranayama e dhyana. É uma experiência interna e sentimento de integração do corpo, dos sentidos, da mente e da inteligência com o self. A dança é uma expressão externa de pensamentos, paixões e ações. As seis características de desejo, raiva, ambição, amor, orgulho e ciúmes são consideradas como os inimigas para o crescimento do conhecimento espiritual no Yoga e o iogue as controla e sublima com simpatia (maitri), compaixão (karuna), alegria (mudita) e indiferença (upeksa). As seis características mencionadas acima são consideradas na dança como companheiras para exprimir os variados sentimentos do homem. Essas seis emoções básicas são convertidas como navarasa em erótico (Sringara), cômico (hasya), patético (Karuna), heróico (vira), furioso (raudra), amedrontado (bhayanaka), maravilhado (Adbhuta), revoltado (bibhatsa) e pacífico ou meditativo (santa). 


Yoga é uma experiência dinâmica interna de si mesmo e a dança imita a experiência interior do yogi externamente para que seja visto. Assim, tanto o Yoga e a Dança brilham como formas imortais e se expressam através da moldura mortal - o corpo - o templo da alma e a morada de Deus - a consciência. 

Yoga e as Artes Marciais

Existe uma íntima relação entre as Artes Marciais e o Yoga. Começamos com o nominado criador das artes marciais na  China ele é chamado de Ta Mo, no Japão de Bodhidarma. Ele era o décimo terceiro patriarca budista. Entre os conhecimentos que um budista deve conhecer estão os darshana.Darshana são os pontos de vista.  Os pontos de vista são: Samkhya, Yoga, Vedanta, Parva Mimansa, Nyaya e Vaishesika, Assim sendo, é muito provável que ele fosse um praticante de Yoga. Independentemente disto, o Yoga foi ensinado a Arjuna, um príncipe guerreiro, durante uma batalha. Quem o ensinou foi Krishna. Outra consideração ainda está relacionado com as poezas feitas pelos mestres de Artes Marciais são muito parecidos com os dos praticantes de Yoga.
       
Achar um mestre de Artes Marciais era tão difícil quanto achar um praticante de Yoga.  Tanto as Artes Marciais quanto o Yoga são iniciáticos. Existiam testes que os aspirantes deveriam passar para se habilitar nas suas respectivas práticas.  Muitos outros testes seriam aplicados a cada fase da jornada. Os testes eram variados. Os testes eram físicos, lógicos , emocionais, entre outros.O ensino de Artes Marciais aconteceu na China para que os monges dos mosteiros aguentassem as longas horas de meditação. A meditação é uma técnica principalmente de praticantes de Yoga. As técnicas de meditação foram descritas pela primeira vez, pelo Yoga. Ela é citada no Rgveda, no Mahabharata, no Bhagavad Gita, no Yoga Sutra, entre muitos outros. São os textos sagrados do Yoga.. Quando comparamos os vários tipos de meditação percebemos que todas têm a mesma origem.  

Yoga e Depressão

A descoberta é de um dos maiores e mais importantes centros de pesquisa do mundo, a Universidade de Boston, nos Estados Unidos. E confirma de forma cabal o efeito ansiolítico do Yoga. É que as posturas dessa prática, que une alongamento e meditação, agem diretamente no sistema nervoso central, trazendo calma e relaxamento. Por isso, sugere o estudo, merece figurar entre os mais eficientes métodos alternativos contra a depressão e os distúrbios de ansiedade. Os adeptos do Yoga conhecem e propalam esses benefícios aos quatro ventos. Só que pela primeira vez os cientistas relacionaram a prática ao aumento no cérebro dos níveis do ácido gama-aminobutírico, ou GABA, na sigla em inglês, um neurotransmissor que diminui os estímulos nervosos e relaxa as células ali na massa cinzenta. Pessoas com depressão apresentam uma drástica redução na quantidade de GABA. 

 Os pesquisadores compararam pacientes que fizeram as posturas durante uma hora com gente que passou o mesmo período lendo um livro. Logo depois, com a ajuda de exames de ressonância magnética, analisaram o teor de GABA no cérebro dos praticantes. Houve um aumento de 27% depois da sessão, enquanto que nenhuma alteração foi encontrada nos indivíduos do grupo de leitura. "Esse trabalho prova que a prática ajuda a regular os níveis da substância, assim como as drogas, mas sem efeitos colaterais", ressalta Streeter, que é professor de neurologia e psiquiatria.  Pesquisas anteriores já davam conta de que a ioga eleva os níveis de serotonina, outro neurotransmissor que também cai em pessoas com depressão. Então, é de se supor que a soma das duas substâncias serotonina e GABA resulte em uma química natural, praticamente imbatível contra a tristeza sem fim.

A doutora em psicobiologia e pesquisadora da Unidade de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo Elisa Harumi Kozasa é uma entusiasta do uso terapêutico da ioga. Já se sabe que ela funciona como um ótimo complemento dos tratamentos convencionais, aumentando as chances de cura, conta. A especialista destaca que a prática reúne aliados de uma mente saudável, como a atividade física, a meditação e o relaxamento. Ela tende a funcionar muito bem para quem sofre de depressão leve ou moderada, mas, quando a doença é recorrente ou muito severa, fica difícil sentir os efeitos, ressalva, ponderada. Segundo a tradição da ioga, a depressão e a ansiedade resultam de uma baixa na energia vital do corpo em razão da vida agitada e do estresse. O método procura despertar a consciência e equilibrar o indivíduo para reabastecê-lo. A procura no Brasil tem crescido a cada ano. Segundo estimativas da União Internacional de Yôga, hoje são mais de 5 milhões de adeptos no país.

sábado, 21 de abril de 2012

O alfabeto árabe


O alfabeto árabe pertence, segundo a classificação de estudos recentes, ao grupo alfabético semítico onde as consoantes são destacadas e as vogais secundarizadas – a escrita ou não das vogais é opcional. Trata-se, particularmente, do grupo Norte Semita que se desenvolveu por volta de 1700 a.C. na Palestina e na Síria e de onde também se originaram os alfabetos Hebreu e Fenício. Na noroeste da Arábia, esta escrita prevaleceu (o mesmo conjunto alfabético seria apropriado pelos gregos que lhe introduziriam vogais e lhe especializaria até que tomasse a forma do Romano Arcaico, ancestral da escrita Ocidental de hoje) relacionando-se com a escrita Nabatica de onde deriva o Aramaico. Esta caligrafia floresceu no século V entre as tribos arábicas de Hirah e Anbar e popularizada pela aristocracia Quraysh, tribo do profeta Maomé.



Como as demais escritas semíticas, a escrita árabe é feita da direita para a esquerda e consiste em 17 caracteres que, combinados com a colocação de pontos, acima ou a baixo de cada um deles, originam as 28 letras do alfabeto oficial – há ainda outros símbolos correspondentes às vogais já que sua supressão tornou o entendimento confuso nos países para onde o idioma árabe se expandiu mas de origem linguística mais diversa. Um seguimento contínuo das ascendências verticais e descendência das curvas equilibram movimento e estática e possibilitam infinitas variações dentro dos seus
principais estilos: Deewani, Kufi, Naskh, Riqa, Taliq e Thuluth.

Uma arte...


A caligrafia árabe (ou islâmica) é um tipo de arte visual que é retratado na forma de escrita árabe derivada dos 28 traços do alfabeto Nabataean de tal forma que dá um sentido de criatividade e inspiração. Conforme o tempo passa, a caligrafia árabe tornou-se um avanço da arte da caligrafia no mundo. Os traços ganharam graça e beleza nas mãos de bem sucedidos calígrafos e eles têm impressionado o resto do mundo, apesar das diferenças em termos de raça e cultura.

No Islã, as letras e palavras faladas ou escritas adquirem em suas formas, tamanhos, música e cores o papel central na concretização das mensagens e princípios da religião e cultura árabes. Esse movimento pôde emergir porque, ao contrário de muitas religiões, desde seu início, os líderes muçulmanos desincentivaram o uso de imagens de figuras temendo que tivessem usos e fins idólatras. Desta feita, a caligrafia e os sinais gráficos da língua obtiveram lugar de destaque na convergência dos sentimentos visíveis e concretos das mensagens do Qur’an.

Os estilos...


Muitos estilos de escrita foram desenvolvidos tanto para o Al'Qur'an quanto para outros livros e inscrições arquitetônicas e decorativas. De fato, a caligrafia árabe se desenvolveu tanto que é até hoje considerada pelos árabes uma das mais nobres formas de arte. Hassan Massoudy é um dos grandes expoentes atuais.
Os dois estilos originais da escrita árabe foram o cúfico ou kufi e o nashki.
O estilo cúfico recebe este nome por ter sido utilizado primeiramente, em caráter oficial, na cidade de Kufa, na Mesopotâmia, região correspondente ao atual Iraque. Caracteriza-se por ser anguloso e rígido. Os primeiros examplares do Alcorão foram escritos com esta caligrafia, que se desenvolveu a partir da escrita siríaca. Também foi empregue nas inscrições que se encontram em vários monumentos.
O nashki é um estilo de escrita cursiva, com letras mais redondas e fluídas. Surgiu no século X, tendo substituído o estilo cúfico. Dois nomes associados ao seu desenvolvimento foram Ibn Muqlah e Ibn al-Bawwab. Foi igualmente empregue para cópias do Alcorão, bem como nas obras literárias.
Para além destes estilos desenvolveu-se também o estilo thuluth ou thulth ("um terço") que foi usado em inscrições de monumentos e nas cabeças dos capítulos do Alcorão. Dois outros estilos associados ao Alcorão foram o mohaqqaq e o rayhani.
No Magrebe do século X surgiu um estilo próprio chamado maghribi que se caracteriza pelas suas curvas e linhas delicadas. As letras eram escritas com tinta negra ou castanha e os sinais diacríticos com tintas verdes, amarelas e vermelhas. Este estilo atingiu o Al-Andalus, estando na base do desenvolvimento de um estilo local, o andaluzi.