terça-feira, 1 de maio de 2012

Yoga e as Artes Marciais

Existe uma íntima relação entre as Artes Marciais e o Yoga. Começamos com o nominado criador das artes marciais na  China ele é chamado de Ta Mo, no Japão de Bodhidarma. Ele era o décimo terceiro patriarca budista. Entre os conhecimentos que um budista deve conhecer estão os darshana.Darshana são os pontos de vista.  Os pontos de vista são: Samkhya, Yoga, Vedanta, Parva Mimansa, Nyaya e Vaishesika, Assim sendo, é muito provável que ele fosse um praticante de Yoga. Independentemente disto, o Yoga foi ensinado a Arjuna, um príncipe guerreiro, durante uma batalha. Quem o ensinou foi Krishna. Outra consideração ainda está relacionado com as poezas feitas pelos mestres de Artes Marciais são muito parecidos com os dos praticantes de Yoga.
       
Achar um mestre de Artes Marciais era tão difícil quanto achar um praticante de Yoga.  Tanto as Artes Marciais quanto o Yoga são iniciáticos. Existiam testes que os aspirantes deveriam passar para se habilitar nas suas respectivas práticas.  Muitos outros testes seriam aplicados a cada fase da jornada. Os testes eram variados. Os testes eram físicos, lógicos , emocionais, entre outros.O ensino de Artes Marciais aconteceu na China para que os monges dos mosteiros aguentassem as longas horas de meditação. A meditação é uma técnica principalmente de praticantes de Yoga. As técnicas de meditação foram descritas pela primeira vez, pelo Yoga. Ela é citada no Rgveda, no Mahabharata, no Bhagavad Gita, no Yoga Sutra, entre muitos outros. São os textos sagrados do Yoga.. Quando comparamos os vários tipos de meditação percebemos que todas têm a mesma origem.  

Yoga e Depressão

A descoberta é de um dos maiores e mais importantes centros de pesquisa do mundo, a Universidade de Boston, nos Estados Unidos. E confirma de forma cabal o efeito ansiolítico do Yoga. É que as posturas dessa prática, que une alongamento e meditação, agem diretamente no sistema nervoso central, trazendo calma e relaxamento. Por isso, sugere o estudo, merece figurar entre os mais eficientes métodos alternativos contra a depressão e os distúrbios de ansiedade. Os adeptos do Yoga conhecem e propalam esses benefícios aos quatro ventos. Só que pela primeira vez os cientistas relacionaram a prática ao aumento no cérebro dos níveis do ácido gama-aminobutírico, ou GABA, na sigla em inglês, um neurotransmissor que diminui os estímulos nervosos e relaxa as células ali na massa cinzenta. Pessoas com depressão apresentam uma drástica redução na quantidade de GABA. 

 Os pesquisadores compararam pacientes que fizeram as posturas durante uma hora com gente que passou o mesmo período lendo um livro. Logo depois, com a ajuda de exames de ressonância magnética, analisaram o teor de GABA no cérebro dos praticantes. Houve um aumento de 27% depois da sessão, enquanto que nenhuma alteração foi encontrada nos indivíduos do grupo de leitura. "Esse trabalho prova que a prática ajuda a regular os níveis da substância, assim como as drogas, mas sem efeitos colaterais", ressalta Streeter, que é professor de neurologia e psiquiatria.  Pesquisas anteriores já davam conta de que a ioga eleva os níveis de serotonina, outro neurotransmissor que também cai em pessoas com depressão. Então, é de se supor que a soma das duas substâncias serotonina e GABA resulte em uma química natural, praticamente imbatível contra a tristeza sem fim.

A doutora em psicobiologia e pesquisadora da Unidade de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo Elisa Harumi Kozasa é uma entusiasta do uso terapêutico da ioga. Já se sabe que ela funciona como um ótimo complemento dos tratamentos convencionais, aumentando as chances de cura, conta. A especialista destaca que a prática reúne aliados de uma mente saudável, como a atividade física, a meditação e o relaxamento. Ela tende a funcionar muito bem para quem sofre de depressão leve ou moderada, mas, quando a doença é recorrente ou muito severa, fica difícil sentir os efeitos, ressalva, ponderada. Segundo a tradição da ioga, a depressão e a ansiedade resultam de uma baixa na energia vital do corpo em razão da vida agitada e do estresse. O método procura despertar a consciência e equilibrar o indivíduo para reabastecê-lo. A procura no Brasil tem crescido a cada ano. Segundo estimativas da União Internacional de Yôga, hoje são mais de 5 milhões de adeptos no país.

sábado, 21 de abril de 2012

O alfabeto árabe


O alfabeto árabe pertence, segundo a classificação de estudos recentes, ao grupo alfabético semítico onde as consoantes são destacadas e as vogais secundarizadas – a escrita ou não das vogais é opcional. Trata-se, particularmente, do grupo Norte Semita que se desenvolveu por volta de 1700 a.C. na Palestina e na Síria e de onde também se originaram os alfabetos Hebreu e Fenício. Na noroeste da Arábia, esta escrita prevaleceu (o mesmo conjunto alfabético seria apropriado pelos gregos que lhe introduziriam vogais e lhe especializaria até que tomasse a forma do Romano Arcaico, ancestral da escrita Ocidental de hoje) relacionando-se com a escrita Nabatica de onde deriva o Aramaico. Esta caligrafia floresceu no século V entre as tribos arábicas de Hirah e Anbar e popularizada pela aristocracia Quraysh, tribo do profeta Maomé.



Como as demais escritas semíticas, a escrita árabe é feita da direita para a esquerda e consiste em 17 caracteres que, combinados com a colocação de pontos, acima ou a baixo de cada um deles, originam as 28 letras do alfabeto oficial – há ainda outros símbolos correspondentes às vogais já que sua supressão tornou o entendimento confuso nos países para onde o idioma árabe se expandiu mas de origem linguística mais diversa. Um seguimento contínuo das ascendências verticais e descendência das curvas equilibram movimento e estática e possibilitam infinitas variações dentro dos seus
principais estilos: Deewani, Kufi, Naskh, Riqa, Taliq e Thuluth.

Uma arte...


A caligrafia árabe (ou islâmica) é um tipo de arte visual que é retratado na forma de escrita árabe derivada dos 28 traços do alfabeto Nabataean de tal forma que dá um sentido de criatividade e inspiração. Conforme o tempo passa, a caligrafia árabe tornou-se um avanço da arte da caligrafia no mundo. Os traços ganharam graça e beleza nas mãos de bem sucedidos calígrafos e eles têm impressionado o resto do mundo, apesar das diferenças em termos de raça e cultura.

No Islã, as letras e palavras faladas ou escritas adquirem em suas formas, tamanhos, música e cores o papel central na concretização das mensagens e princípios da religião e cultura árabes. Esse movimento pôde emergir porque, ao contrário de muitas religiões, desde seu início, os líderes muçulmanos desincentivaram o uso de imagens de figuras temendo que tivessem usos e fins idólatras. Desta feita, a caligrafia e os sinais gráficos da língua obtiveram lugar de destaque na convergência dos sentimentos visíveis e concretos das mensagens do Qur’an.

Os estilos...


Muitos estilos de escrita foram desenvolvidos tanto para o Al'Qur'an quanto para outros livros e inscrições arquitetônicas e decorativas. De fato, a caligrafia árabe se desenvolveu tanto que é até hoje considerada pelos árabes uma das mais nobres formas de arte. Hassan Massoudy é um dos grandes expoentes atuais.
Os dois estilos originais da escrita árabe foram o cúfico ou kufi e o nashki.
O estilo cúfico recebe este nome por ter sido utilizado primeiramente, em caráter oficial, na cidade de Kufa, na Mesopotâmia, região correspondente ao atual Iraque. Caracteriza-se por ser anguloso e rígido. Os primeiros examplares do Alcorão foram escritos com esta caligrafia, que se desenvolveu a partir da escrita siríaca. Também foi empregue nas inscrições que se encontram em vários monumentos.
O nashki é um estilo de escrita cursiva, com letras mais redondas e fluídas. Surgiu no século X, tendo substituído o estilo cúfico. Dois nomes associados ao seu desenvolvimento foram Ibn Muqlah e Ibn al-Bawwab. Foi igualmente empregue para cópias do Alcorão, bem como nas obras literárias.
Para além destes estilos desenvolveu-se também o estilo thuluth ou thulth ("um terço") que foi usado em inscrições de monumentos e nas cabeças dos capítulos do Alcorão. Dois outros estilos associados ao Alcorão foram o mohaqqaq e o rayhani.
No Magrebe do século X surgiu um estilo próprio chamado maghribi que se caracteriza pelas suas curvas e linhas delicadas. As letras eram escritas com tinta negra ou castanha e os sinais diacríticos com tintas verdes, amarelas e vermelhas. Este estilo atingiu o Al-Andalus, estando na base do desenvolvimento de um estilo local, o andaluzi.

A caligrafia árabe


A caligrafia árabe (em árabe, فن الخط fann al-jaṭṭ, "arte da linha"), também conhecida como caligrafia islâmica, é uma arte decorativa própria dos povos que utilizam o alfabeto árabe e suas variantes, na escrita, e por extensão, na confecção de livros. Como parte da cultura árabe, essa caligrafia foi utilizada por séculos na preservação do Alcorão. A história da tipologia/caligrafia conheceu um divisor de águas com o advento do Islam. Os mesopotámicos, os hebreus, os gregos, os romanos e os hindus haviam impulsionado as fronteiras da estética da palavra para graus razoáveis. Mas em todos estes casos a escrita era usada em suas capacidades adequadas, como símbolos fonéticos e lógicos, sendo rude e esteticamente desinteressante.
Depois que o Alfabeto árabe foi oficializado em 786 por Khalil ibn Ahmad al Farahidi, gradativamente o Islam transformou a palavra árabe em uma obra de arte visual. Isso porque qualquer tipo de representação realista foi proibida pela revelação trazida por Maomé. Assim, todo impulso criativo plástico do povo muçulmano foi focado no desenvolvimento artístico de sua caligrafia.
Desde a escrita cuneiforme, as letras eram destacadas umas das outras. O artista árabe juntou umas às outras, de modo que a partir de então o olho, num único vislumbre, poderia ler toda a palavra, ou frase. E muito antes da moderna tipografia ocidental, foram os árabes também que elastificaram suas letras a ponto de poder então, esticá-las, prolongá-las, contraí-las, incliná-las, estirá-las, endireitá-las, curvá-las, dividi-ls, engrosssá-las, estreitá-las, alargá-las em parte ou no todo, como lhe aprovesse.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Somente YOGA!!!



Sobre a desvalorização do SER nas Academias de Porto Alegre...
Como todos sabem, sou professora instrutora e personal Yoga há mais de 5 anos. Já realizei Oficinas de Yoga em eventos – SEURS -, dei aula na Universidade de Brasília – UnB no Núcleo de Dança, em Clínicas de Fisioterapia – Bioequilíbrio em Guaíba; dou aulas de Personal Yoga para estudantes, bailarinos e esportistas; contudo foi nas academia onde senti maior indiferença quanto uma visão integrada do Ser Humano.
Nestes estabelecimentos, os proprietários só estão interessados no lucro que os alunos podem proporcionar e não no bem estar físico-emocional-espiritual dos alunos. Daí que se uma turma de Yoga não estiver “bombando” (gíria que eles a-do-ram!) não haverá reconhecimento por parte da administração. Os educadores em atividades físicas com quem trabalhei nas academias, não entendem que uma aula de Yoga deve reunir um grupo pequeno de alunos, criando um clima mais intimista e propício para a prática.
Para mim, cada aluno é um “templo” e o trabalho da yoga consiste em despertar o “Deus” desse templo. E isso não pode ser realizado em uma sala cheia com música agitada e alta, como costumam ser as aulas dos PUMP-JUMP-POWER alguma coisa como costumo chamar.. Muitas pessoas procuram a prática do Yoga para relaxar de suas atividades cotidianos e do barulho que estressa nossos ouvidos. Querem “desligar” do mundo lá fora e voltar para dentro de si em busca de um local de paz onde possam permanecer em silêncio consigo mesmos.
E de quebra, ao contrário do que o desinformado médico do Zeca Camargo divulgou no Fantástico recentemente, SIM (!), o Yoga emagrece e fortalece o corpo pois age, primeiramente, desintoxicando e realizando uma drenagem linfática no corpo, regulando e normatizando a atividade metabólica, acelerando os processos endócrinos e de eliminação/excreção/etc. e, principalmente, despertando o indivíduo para escolhas mais saudáveis no eu consumo, alimentação e dia-a-dia.
O indivíduo que pára de fazer academia, engorda prontamente e rapidamente fica flácido pois aquilo que ele acha que é músculos, na verdade não passa de “inchaço” dos músculos e não consistência. O indivíduo que pára de fazer Yoga, leva muito mais tempo para sentir estes efeitos e logo acaba voltando para prática de Yoga não por desagrado de seu corpo, mas pela falta do bem-estar que esta atividade proporciona.
Idas e vindas nas turmas de Yoga são normal. As pessoas seguem seus rumos, seus destinos e o Yoga é completamente compatível com isso. Em poucas semanas podemos recuperar um corpo que está anos sem praticar Yoga. Uma vez tendo praticado, essa consciência corporal permanece contigo até o último dia da sua vida. E isso a musculação não faz por você..
Chega de academia! Pratique Yoga e seja feliz!